quarta-feira, maio 28, 2014

Morreu Massimo Vignelli, para quem o design era “diminuir a quantidadede vulgaridade no mundo”

No último mês, designers de todo o mundo escreveram a Massimo Vignelli. O filho do designer gráfico italiano pediu que quem tivesse sido inspirado pelo trabalho do pai, muito doente, lho dissesse. E as palavras chegaram em cartas, postais, brochuras e muito design. A partilha desses agradecimentos foi feita com a hashtag #dearmassimo no Twitter, mas desde terça-feira #dearmassimo tornou-se na forma de chorar online a morte do “visionário”, do “avô do design gráfico”, de “um dos maiores designers do século XX”, aos 83 anos.
Os obituários de Massimo Vignelli descrevem-no assim, como essa figura tutelar do design gráfico que marcou uma paisagem e ajudou a criá-la – especialmente em Nova Iorque. Mas ele, a quem muitos dos seus pares e jovens fãs escreveram eescrevem ainda nas últimas semanasagradecendo-lhe pela inspiração, considerava-se um “arquitecto da informação”. Mestre da clareza e simplificação, o seu trabalho ou nos entra olhos dentro ou já entrou, pessoalmente, nas ruas da cidade cuja sinaléctica do metro desenhou ou nos filmes e imagens que retratam a cinematográfica cidade em todos os seus ângulos.
Massimo Vignelli desenhou capas de livros, sacos de compras dos grandes armazéns americanos Bloomingdale’s (o famoso brown bage o lettering ainda hoje usado no logótipo da marca), Saks e Barneys, brochuras ainda em uso para o Serviço de Parques Nacionais dos EUA e inúmeros trabalhos para dezenas de marcas. Das companhias aéreas (criou a identidade gráfica da American Airlines, usada durante 45 anos) à computação (IBM), passando pelas italianas Pirelli, Olivetti, Perugina, pela cadeira empilhávelHandkerchief para a Knoll e até a sinaléctica do Museu Guggenheim de Bilbau, além da redefinição, em 1995, da identidade empresarial da Benetton, que alinhou num rectângulo verde que depois se colocaria nas famosas campanhas de grande impacto social da marca italiana.
Admirador de Le Corbusier e Mies van der Rohe e arquitecto de formação, o designer era conhecido pela sua visão modernista – Michael Bierut, designer gráfico e sócio da maior consultora de design do mundo, a Pentagram, considera que “Massimo, provavelmente mais do que qualquer outra pessoa, tem o crédito de introduzir um ponto de vista modernista europeu ao design gráfico americano”, disse aoThe New York Times.
Com o seu colega holandês Bob Noorda, criou a sinalética do metropolitano de Washington (paralelepípedos que se tornaram a imagem do sistema de metro da capital norte-americana) e de Nova Iorque, cidade a que chegou em meados da década de 1960 e da qual desenhou, em 1972, um polémico mapa do metro que diluía a cidade sobre o solo nas linhas coloridas que simbolizavam os percursos dos comboios subterrâneos. É talvez o seu trabalho mais discutido e, simultaneamente, criticado, e o que surge no topo do seu currículo mediático.
Eliminada a familiaridade que a identificação de bairros, parques ou monumentos criava entre a vida que corria debaixo do chão e a que pulsava acima dele, gerou, por exemplo e como recorda o The New York Times, críticas dos turistas, confusos na medição das distâncias. Aquilo que agora conhecemos, um mapa em que a terra é bege, o parque verde e o rio azul, era em 1972 “um diagrama e não um mapa”, nas palavras do próprio Vignelli, em que a terra era branca, a água bege e os parques cinzentos. As linhas coloridas eram delineadas em ângulos de 45 ou 90 graus ao invés das curvas e contracurvas dos mapas mais convencionais (e actuais). Não era o primeiro a fazê-lo e o seu diagrama será inspirado pelomapa do metropolitano de Londres, criado por Henry Beck em 1933 e cuja versão actualizada ainda é usada na capital britânica.
Às críticas sobre a inteligibilidade de um dos suportes essenciais de sobrevivência na metrópole da costa Este dos Estados Unidos, Vignelli respondeu de forma solta aoThe New York Times em 2006: “O que é que isso interessa? Quer-se ir do ponto A para o ponto B, ponto final. A única coisa que interessa é o esparguete”, o nome dado às mais de 30 linhas que formam, num mapa, o complexo metropolitano de Nova Iorque.
A verdade é que o seu mapa foi substituído em 1979, não sem ser integrado na importante colecção de design do Museum of Modern Art (MoMA), e elogiado pela comunidade de design – o crítico de arquitectura da revista New Yorker chamou-lhe “uma peça quase canónica de design gráfico abstracto”. Contudo, há três anos, Vignelli foi novamente convidado a trabalhar o seu diagrama do metro de Nova Iorque, desta feita para uma versão interactiva, que até hoje se encontra online para assinalar as frequentes mudanças de fim-de-semana do serviço. Quanto à duradoura sinalética, Vignelli e o seu sócio criaram ainda o Graphic Standards Manual, um objecto quase de culto que define as fontes tipográficas a usar na orientação dos passageiros, sem serifas (traços e curvas nas extremidades de alguns tipos de letra) para facilitar a visibilidade a partir de qualquer ângulo, a aplicação da fonte Standard (que depois evoluiria para Helvetica) e a localização da informação, por exemplo.
Não é só o MoMA que conta com o seu trabalho nas suas colecções. Também o Metropolitan ou o Cooper-Hewit National Design Museum, bem como vários museus europeus, guardam no seu acervo peças de Vignelli. Michael Bierut, também fundador do site Design Observer,escreveu terça-feira sobre o seu amigo e mentor: "Aprendi a desenhar na escola de design. Mas aprendi a ser designer com Massimo Vignelli”. Lança-se depois numa imagem para explicar a importância do trabalho do seu mestre.
Bierut descreve um momento em que a cidade, o mundo, parecia ser desenhado pelo seu patrão: “Para chegar ao escritório, andava no metro com sinalética Vignelli, partilhava o passeio com pessoas que levavam consigo sacos de compras do Bloomingdale’s desenhados por Vignelli, passava pela Igreja de St. Peter com o seu órgão desenhado por Vignelli a ver-se da janela”. E essa constatação ganhava nova realidade graças à força gravitacional de Massimo Vignelli, que atraía ao seuatelier os melhores designers do mundo e figuras como Jacqueline Kennedy Onassis.
“Aprendi a pensar o design gráfico como uma forma de criar uma experiência”, escreve ainda Bierut, algo “duradouro, até intemporal”, termo que o próprio Vignelli considerava "um jogo perigoso" nos últimos anos de vida, mas que faria parte da essência da Vignelli Associates – resumida agora, no momento da despedida do seu fundador com uma frase sua no siteda empresa: "Gosto que o design seja semanticamente correcto, sintaticamente consistente e pragmaticamente compreensível. Gosto que seja visualmente poderoso, intelectualmente elegante e, acima de tudo, intemporal".
Nascido em 1931 em Milão, considerou que a sua vocação era a arquitectura, disciplina que estudou, a par de arte, tendo depois trabalhado como designer em Murano. Primeiro em Itália, depois já nos Estados Unidos e casado com a sua companheira de sempre, a também designer Lella Elena Valle, fundou e trabalhou em empresas de design que se viriam a tornar importantes intervenientes no mercado. Teve dois filhos e três netos e criou com Lella Valle e com o Rochester Institute of Technology oVignelli Center for Design Studies. A doença que causou a sua morte não foi tornada pública, tendo escolhido passar os seus últimos dias em sua casa, em Manhattan.
Ao longo da sua carreira recebeu a medalha AIGA (com a sua mulher, em 1983), o primeiro prémio presidencial de design dos EUA, em 1985, ou o prémio carreira do Cooper Hewitt em 2005. Para ele, tal como é mencionado no livro How to Think Like a Great Graphic Designer, de Debbie Millman, citado pela FastCo Design, o design é “diminuir a quantidade de vulgaridade no mundo”.

terça-feira, abril 08, 2014

A HVNA e seus projetos integrados de comunicação

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quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Crowdsourcing



O crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários, geralmente espalhados pela Internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias, assim como também para gerar fluxo de informação.

O crowdsourcing possui mão de obra barata, pessoas no dia a dia usam seus momentos ociosos para criar a colaboração.

É uma nova e crescente ferramenta para a inovação. Utilizado adequadamente, pode gerar ideias novas, reduzir o tempo de investigação e de desenvolvimento dos projetos, diminuir nos custos, para além de criar uma relação directa e até uma ligação sentimental com os usuários de uma rede colaborativa de ciência e inteligência. Dois bons exemplos de produtos obtidos através do sistema são os sistema operacional GNU/Linux e o navegador Firefox, que foram criados por um exército de voluntários ao redor do mundo.

Comporta a noção de que o universo dos internautas pode fornecer informações mais exatas do que peritos individuais. A ideia é que o todo seja capaz de se autocorrigir. Se um grande número de pessoas é capaz de corrigir os erros uns dos outros - quer estes sejam por ignorância ou preconceito – os resultados serão no global mais fiáveis do que a resposta de um indivíduo ou de um pequeno grupo. O maior exemplo desse conceito é a própria Wikipedia, que é praticamente tão precisa nas suas definições como uma enciclopédia tradicional e consideravelmente mais cómoda de usar.

Como referem Tapscott e Antony D. Williams, em Wikinomics, as novas "armas de colaboração em massa", que têm um custo reduzido (desde as ligações VOIP e software livre) permitem que muitos milhares de indivíduos e pequenos produtores criem em conjunto produtos, acedam a mercados e deliciem os seus clientes, o que no passado só as grandes empresas conseguiam. As pessoas agora partilham conhecimentos e recursos que lhes permitem criar uma vasta gama de bens e serviços que qualquer um pode usar e modificar.

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Design thinking chega às salas de aula


Michael Schurr, professor do 2º ano do ensino fundamental de uma escola de Nova York, percebeu que nunca tinha perguntado a seus alunos o que poderia ser feito para deixa-los mais confortáveis na sala de aula. Assim, decidiu consulta-los e fazer as alterações no ambiente. Realocou os quadros de avisos que antes eram muito altos, o que dificultava a leitura dos estudantes, e modificou a posição das carteiras, criando espaços semiprivados, para que os alunos se sentissem mais a vontade para estudar. O professor conta que sente a turma mais engajada e que se movem de forma mais fluida pela sala, pois fizeram parte de sua construção. Já na Califórnia, o corpo docente de uma escola de ensino fundamental se questionou sobre como estavam preparando os alunos para o futuro. Sem saber como responder a questão, decidiram leva-la aos alunos. Coletivamente, eles idealizaram o que chamaram de “aprendizagem investigativa”, onde o aluno é visto não apenas como receptor de informação, mas como formadores de conhecimento. Esses são alguns exemplos de como professores estão redesenhando as salas de aula, tanto fisicamente quanto em relação aos processos de ensino e aprendizagem, usando as propostas do design thinking.

Esta metodologia é a especialidade da IDEO – empresa de consultoria global de design, que ajuda organizações a desenvolver projetos por meio desta metodologia –, que resolveu expandir suas ideias para além do mundo business e está apostando no impacto do design thinking na escola. Para tanto, a empresa desenvolveu um material para ajudar professores e educadores a usar essa metodologia na sala de aula: o Design Thinking para Educadores (Design Thinking for Educators, em inglês), disponível por ora apenas em inglês, mas com previsão para ter uma versão brasileira ainda este ano.Design thinking chega às salas de aula

Para eles, por exemplo, design thinking pode ser definido como uma abordagem centrada no ser humano para inovação que integra as necessidades individuais, as possibilidades tecnológicas e os requisitos para o sucesso. E, claro, pode apoiar no desenvolvimento das chamadas competências para o século 21. Segundo a empresa, a ideia do projeto é desenvolver a capacidade de cada aluno de pensar criticamente e inovar, para ter conscientemente condições de tornar o mundo um lugar melhor, independentemente da carreira que escolherem.

“Estamos vendo educadores desenvolverem uma filosofia compartilhada de ensino e aprendizagem, usando o design thinking em diferentes níveis – para discutir uma reforma nacional do sistema de ensino ou para atender necessidades individuais da sala de aula. Também estamos vendo professores pensando conjuntamente com os alunos, seja sobre meios de reformular o currículo e seja como otimizar o espaço físico de suas salas de aula”, afirma Sandy Speicher, responsável pelos projetos educacionais da IDEO, no blog do projeto.

Na prática, a metodologia proposta é dividida em cinco etapas: descoberta, interpretação, ideação, experimentação e evolução. Em cada uma delas, a equipe oferece dicas de como organizar as ideias, formatar de listas, usar post-its, histórias inspiradoras, fotos, aplicativos para tablets, celular etc. São inúmeras soluções que não devem ser seguidas à risca. Os autores defendem que cada problema requer uma abordagem que deve ser construída coletivamente, sem uma fórmula pronta.

A primeira etapa é a da descoberta, onde a curiosidade sobre como enfrentar o desafio é aguçada e as questões são levantadas. Em seguida, é a interpretação, que transforma as ideias em percepções significativas. Histórias, experiências e bagagem individual são bastante valorizadas para que o todo represente as múltiplas perspectivas de soluções.

A terceira é a ideação, que significa gerar um monte de ideias. Muitas vezes pensamentos malucos se tornam visionários. Com preparação e cuidado, reuniões para pensar fora da caixa podem render centenas de novas ideias. A quarta é a da experimentação, são as ideias ganhando vida. É quando se experimenta algumas possíveis soluções para o desafio lançado. Ao construir protótipos, as ideias se tornam mais tangíveis e o aprendizado com a tentativa clareia o pensamento sobre como e o que pode ser feito para melhorar e refinar uma ideia.

Por último, a evolução, que é o desenvolvimento do conceito ao longo do tempo, que envolve o planejamento dos próximos passos, o compartilhamento da ideia com outras pessoas que podem se envolver e ajudar e a documentação do processo, para que a evolução seja percebida e que se faça seu acompanhamento.

O material completo, em inglês, pode ser baixado no site.

sexta-feira, outubro 18, 2013

Marcas, um mundo em movimento.

Marcas são construções culturais extremamente dinâmicas, cheias de vida e em constante movimento. Elas formam uma síntese de símbolos, mensagens e atitudes que representam uma organização, produto ou serviço. Pense bem na sua...

quinta-feira, outubro 17, 2013

DC Comics comemora os 75 anos do Superman

É uma retrospectiva que relembra a evolução e os momentos marcantes da história do Homem de Aço, animada por Bruce Timm, da série “Superman: The Animated Series”. Em seu blog, a própria DC destaca 75 pontos do vídeo, com as referências ao passado do personagem.
Ah, e claro, tem a trilha sonora antológica do John Willians no começo, terminando com o tema do recente “Man of Steel”, composta por Hans Zimmer.


terça-feira, outubro 08, 2013

A PSICOLOGIA DAS CORES NO MARKETING E NO DIA-A-DIA

A Psicologia das Cores é muito importante no Marketing e no Dia-a-Dia é fundamental para entendermos o significado das cores e como podemos usar uma determinada cor para nosso benefício.

Cores são poderosas e influenciam diretamente produtores e consumidores. Estudos apontam que:
84,7% dos consumidores acreditam que as cores de um produto são muito mais importantes do que outros fatores;
93% das pessoas avaliam as cores de um produto na hora de comprar;
Mais da metade dos consumidores desistem de comprar um produto porque ele não tem sua cor favorita.

Pensando na importância do assunto, o Viver de Blog produziu um rico infográfico com absolutamente tudo sobre a Psicologia das Cores e o Significado das Cores.