sábado, maio 31, 2014

Nova marca dos Correios gera polêmica nas redes sociais

Os Correios gastaram R$ 390 mil para criar uma nova logomarca, como parte de um projeto de “revitalização”. A estampa em azul e amarelo, a ser aplicada em envelopes, letreiros e veículos em todo o Brasil, é semelhante a desenho lançado, meses antes, por uma empresa do Espírito Santo, o que inspirou a polêmica nas redes sociais: afinal, é cópia ou não?
A nova identidade visual dos Correios foi apresentada no início do mês e registrada no fim de janeiro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Trata-se de duas setas associadas, uma amarela e outra azul, cada uma indicando um sentido, o que evoca o incansável vaivém dos funcionários que distribuem encomendas País afora.
Nas palavras da estatal, algo que simboliza sua “poderosa capacidade de conectar pessoas.” O projeto completo, incluindo divulgação e troca de letreiros, custará R$ 42 milhões.
Em agosto do ano passado, a Polimix Distribuidora – empresa do ramo atacadista com sede em Serra (ES) e aberta em 2012 – lançou sua logo: setas bem parecidas, que podem ser brancas ou azuis, com os cantos menos arredondados. O desenho foi feito pela empresa capixaba Life Brand, a custo bem mais módico: R$ 8 mil. “É um projeto mediano, em termos de complexidade e valor”, avalia o sócio e diretor de criação da empresa, Igor Franzotti.
Bastou os Correios mostrarem sua nova “cara” num evento em Brasília para a semelhança virar assunto na internet e entre especialistas em design. A Life Brand trata o caso como uma coincidência e diz que não há motivo para questionamentos sobre plágio na Justiça. “A gente não vai recorrer legalmente a um direito sobre isso. Por ser uma marca gráfica muito genérica – duas setas -, acho difícil afirmar que foi uma cópia. Não acredito que foi intencional”, justifica Franzotti.
Ele diz que, no mercado de comunicação, é possível encontrar outros trabalhos parecidos. Mas acha que faltou “método” por parte da estatal. “(A gente) Lamenta, porque uma marca como os Correios, que tem uma relevância de expressão nacional, poderia ter tido um pouco mais de cuidado para que isso não acontecesse”, afirma, acrescentando que o logo poderia ter sido “mais bem elaborado”.
Os Correios alegam que o conceito de sua nova marca é o mesmo da anterior, que existe desde 1970 e foi simplificada. Segundo a estatal, as setas já estavam no desenho mais antigo, como elemento central. Para desenvolver a nova identidade visual, foi contratada a CDA Branding & Design. Segundo a estatal, pelos R$ 390 mil, a empresa definiu a “estratégia e a arquitetura de marcas”, além de fazer workshops com o público interno para disseminar as mudanças.
Mas os gastos vão muito além. A campanha de divulgação vai consumir R$ 30 milhões e a troca dos letreiros das agências, R$ 9,9 milhões. Mais R$ 1,7 milhão vão para a substituição nos veículos da empresas.
Os Correios informam que a nova marca é “parte indissociável” do seu processo de revitalização, iniciado em 2011, quando a empresa foi autorizada por lei a prestar serviços postais eletrônicos, financeiros e de logística integrada, além de ser dotada de “ferramentas mais modernas de gestão corporativa”. A reportagem não localizou representantes da Polimix.


Carioca apresenta, em bienal de tipografia, seu projeto premiado



RIO - Mestre em design de tipos pela Universidade de Reading, no Reino Unido, Rafael Saraiva, de 34 anos, é o único carioca a participar da Bienal de Tipografia Latino-Americana, que acontece este fim de semana no Centro Carioca de Design, no Centro, e reúne o que há de melhor em tipografia no continente. Seu projeto Serendipity, além de ter sido selecionado para a bienal, foi exposto em outros dois países (Alemanha e Inglaterra, em 2013) e ganhou o prestigiado prêmio Granshan de Design de Tipos Não Latinos em 2013, na Armênia.
— O que eu faço vai além de desenhar letras. É uma atividade altamente técnica, que envolve um trabalho metódico e detalhista. Inclui ainda sensibilidade estética e conhecimentos em engenharia de software, pois, afinal de contas, as fontes precisam ser instaladas e visualizadas em computadores, smartphones e tablets — explica Saraiva, que é formado em design gráfico pela Escola de Belas Artes da UFRJ.
Experiência agradável
Nascido em Ipanema, mas morador da Tijuca, Saraiva vem se dedicando a essa área nos últimos três anos. Para ele, as letras devem propiciar uma experiência agradável ao leitor.
— Quando estou trabalhando em uma fonte, não penso nas letras isoladamente, mas sim na relação entre elas, no espaço entre uma e outra, e em como funcionam juntas, formando palavras e blocos de texto. É preciso buscar um equilíbrio nessa relação — diz o designer, que, em Reading, desenvolveu uma intensa pesquisa sobre o design de tipos no Sri Lanka e criou a família de fontes multiescrita Serendipity (para os sistemas de escrita Latino e Sinhala).
Saraiva destaca que o design de tipografia é um mercado altamente especializado, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, porém, ainda está amadurecendo.
— Ainda há um número restrito de profissionais se dedicando a essa área, e existe um desconhecimento do público em geral — diz ele, que hoje trabalha criando fontes como integrante da equipe brasileira da empresa inglesa Dalton Maag (além dele, são quatro profissionais atuando no Brasil), especializada em produtos customizados para grandes clientes.
Para Saraiva, participar da Bienal de Tipos Latinos, que completa este ano uma década, é uma grande honra.
— Estar presente entre os melhores do continente, considerando que o mercado está cada vez mais competitivo, com vários profissionais de alto nível atuando na América Latina, é muito gratificante. Fiquei muito contente em saber que tanto meu projeto pessoal Serendipity, quando a Soleto, projeto de que participei, como membro da equipe da Dalton Maag, foram selecionados.
Evento em outras cidades
Pela segunda vez no Rio, a Bienal de Tipografia Latino-Americana reúne alguns dos melhores projetos de fontes tipográficas digitais desenvolvidos, nos últimos anos, por designers gráficos latino-americanos. Organizado voluntariamente pelo Comitê Tipos Latinos — composto por designers, educadores e entusiastas da tipografia de 14 países latino-americanos —, o evento, em sua última edição, percorreu mais de 30 cidades em países como Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia e Cuba. Após a estada no Rio, a programação da bienal inclui passagens por Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Goiânia, Curitiba e Florianópolis.
A bienal acontece no Centro Carioca de Design (Praça Tiradentes 48) até 4 de julho. Neste sábado, às 14h, haverá o “2º ciclo de palestras tipos latinos”. A entrada é franca.
Fonte: O Globo

quinta-feira, maio 29, 2014

New Logo for Rio450 by Crama

Smile, you are in Rio







Founded in 1565, Rio de Janeiro (or Rio to friends) is the second largest city in Brazil (behind São Paulo) with more than 6 million people. From its favelas (slums) to its ritzy beaches, Rio is a diverse and complex city and is having quite a decade, with the World Cup coming this year and the Olympics in 2016. In between, the city will be celebrating its 450th anniversary in 2015 and the Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (Municipality of Rio de Janeiro City) has been preparing for a big, fifty-year-long shindig. After running a contest to find a logo, the organization introduced this week the winning proposal, designed by Rio- and São Paulo-based Crama.


                    Antes                                             Depois



The brand’s 450th anniversary is an expression that, beyond the face of Rio, is the face of the celebration of this feast. A proposal to bring playful reflections on who we are and how much we love living where we are. It was designed to rescue the pride of belonging, through a simple and straightforward idea: if Rio is multicultural, multiethnic and multifaceted, the brand must reflect all this.


From this idea, we created a brand that identifies the people of Rio and makes fun of her way; a brand that represents what the carioca is most essential, showing the profile of who is proud to be what it is. Composed of 3 numbers of the celebration, the brand is the profile of our character: Marcos, Paula, Robson, of Helena, Peter, of Kylvia … and everyone who is part of Rio, whether by birth or By choice.


rio450 brand page (google translated)







The previous logo, created on the occasion of the 400th anniversary, was designed in 1965 by Aloisio Magalhães, a successful corporate identity designer. (Google him!). Being such a simple icon, the logo has become, well, iconic and there is plenty of equity and nostalgia built into it. It was a nice logo, for sure. The new logo is also quite nice, just on a different wavelength. At first, all you see is a slightly odd “450”, which makes for an intriguing mark on its own. Then it goes all FedEx-arrow by revealing that it’s a nose, eye, smile, and chin that you can add hair to. The static images above don’t quite do it justice as those are crudely generated by an online script but the more stylized and considered animation directly above shows the real potential of the logo. In contrast to the 400th anniversary logo this is far too playful but in the context of 2015 branding and the desire for social engagement this is quite successful. The secondary “Rio 450” descriptor could be better; it’s not different or similar enough to the “450”, it could have been pushed more to one extreme or the other.


















In application, it’s all prototypes for now and there isn’t much to be excited about — particularly not by the supporting “hand-drawn” typeface chosen. But the 450 mark has enough strength on its own to carry the spare layouts and bold blocks of color. Overall, it’s a charming mark that needs to find a more enduring visual ecosystem for the next 50 years — so at least it has time to find its groove.

Mostra e seminário "Tipos Latinos 2014"

Será inaugurada na sexta-feira, 30 de maio, às 18h30, no CCD (Centro Carioca de Design) a mostra carioca da "Tipo Latinos", sexta edição da Bienal de Tipografia Latino-americana. A programação do evento inclui, além da exposição dos 78 projetos selecionados, o "2º Ciclo de Palestras Tipos Latinos" no Rio de Janeiro, que acontecerá no sábado, dia 31, das 14h00 às 19h00, e que reunirá Priscila Midori & Victor Marcello, e os designers de tipos Pedro Moura, Rafael Saraiva e Rodrigo Saiani. Acontecerá também o lançamento de Tipografía en Latinoamérica – orígenes y identidad, publicação organizada por Cecilia Consolo, e que contou ainda com a partiipação de Alejandro lo Celso, Marina Garone Gravier e Rubén Fontana. Cecilia também se apresentará no seminário, assim como os curadores brasileiros da mostra, Bruno Porto e Fabio Lopez (form. Esdi 2000, MSc. 2009). Na noite de abertura será realizada uma perfomance caligráfica por Claudio Gil, calígrafo e designer, aluno do Mestrado da Esdi. A exposição poderá ser vista até o dia 4 de julho e o CCD fica na Praça Tiradentes, 48 (Centro). Mais informações na página Facebook do evento: www.facebook.com/events/1394807254077323.
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Mostra "bauhaus.foto.filme" em Ipanema

Pode ser vista até o dia 20 de julho, no Instituto Oi Futuro de Ipanema, a exposição "bauhaus.foto.filme". A mostra itinerante traz cem fotografias, além de filmes, da pioneira escola de design alemã que funcionou entre 1919 e 1933. Entre os criadores apresentados estão nomes como László Moholy-Nagy, Lucia Moholy, T. Lux Feininger, entre diversos outros. A fotografia e o cinema eram, para os membros da Bauhaus, novas técnicas de produção da imagem que correspondiam ao programa modernista da escola. Nos instantâneos e documentos históricos em exposição podem ser vistas características daquela linguagem, como a ênfase nas diagonais, as perspectivas extremas e diferentes técnicas de manipulação da imagem. Na seção de filmes da mostra, bauhausianos e outros cineastas da época aparecem ao lado de entrevistas de testemunhas daquele momento. A exposição pode ser vista de terça-feira a domingo, das 13h00 às 21h00, e a entrada é franca. O Oi Futuro fica na Rua Visconde de Pirajá, 54 (Ipanema). Mais informações pelo telefone (21) 3131-9333 ou no site:www.oifuturo.org.br.

quarta-feira, maio 28, 2014

Morreu Massimo Vignelli, para quem o design era “diminuir a quantidadede vulgaridade no mundo”

No último mês, designers de todo o mundo escreveram a Massimo Vignelli. O filho do designer gráfico italiano pediu que quem tivesse sido inspirado pelo trabalho do pai, muito doente, lho dissesse. E as palavras chegaram em cartas, postais, brochuras e muito design. A partilha desses agradecimentos foi feita com a hashtag #dearmassimo no Twitter, mas desde terça-feira #dearmassimo tornou-se na forma de chorar online a morte do “visionário”, do “avô do design gráfico”, de “um dos maiores designers do século XX”, aos 83 anos.
Os obituários de Massimo Vignelli descrevem-no assim, como essa figura tutelar do design gráfico que marcou uma paisagem e ajudou a criá-la – especialmente em Nova Iorque. Mas ele, a quem muitos dos seus pares e jovens fãs escreveram eescrevem ainda nas últimas semanasagradecendo-lhe pela inspiração, considerava-se um “arquitecto da informação”. Mestre da clareza e simplificação, o seu trabalho ou nos entra olhos dentro ou já entrou, pessoalmente, nas ruas da cidade cuja sinaléctica do metro desenhou ou nos filmes e imagens que retratam a cinematográfica cidade em todos os seus ângulos.
Massimo Vignelli desenhou capas de livros, sacos de compras dos grandes armazéns americanos Bloomingdale’s (o famoso brown bage o lettering ainda hoje usado no logótipo da marca), Saks e Barneys, brochuras ainda em uso para o Serviço de Parques Nacionais dos EUA e inúmeros trabalhos para dezenas de marcas. Das companhias aéreas (criou a identidade gráfica da American Airlines, usada durante 45 anos) à computação (IBM), passando pelas italianas Pirelli, Olivetti, Perugina, pela cadeira empilhávelHandkerchief para a Knoll e até a sinaléctica do Museu Guggenheim de Bilbau, além da redefinição, em 1995, da identidade empresarial da Benetton, que alinhou num rectângulo verde que depois se colocaria nas famosas campanhas de grande impacto social da marca italiana.
Admirador de Le Corbusier e Mies van der Rohe e arquitecto de formação, o designer era conhecido pela sua visão modernista – Michael Bierut, designer gráfico e sócio da maior consultora de design do mundo, a Pentagram, considera que “Massimo, provavelmente mais do que qualquer outra pessoa, tem o crédito de introduzir um ponto de vista modernista europeu ao design gráfico americano”, disse aoThe New York Times.
Com o seu colega holandês Bob Noorda, criou a sinalética do metropolitano de Washington (paralelepípedos que se tornaram a imagem do sistema de metro da capital norte-americana) e de Nova Iorque, cidade a que chegou em meados da década de 1960 e da qual desenhou, em 1972, um polémico mapa do metro que diluía a cidade sobre o solo nas linhas coloridas que simbolizavam os percursos dos comboios subterrâneos. É talvez o seu trabalho mais discutido e, simultaneamente, criticado, e o que surge no topo do seu currículo mediático.
Eliminada a familiaridade que a identificação de bairros, parques ou monumentos criava entre a vida que corria debaixo do chão e a que pulsava acima dele, gerou, por exemplo e como recorda o The New York Times, críticas dos turistas, confusos na medição das distâncias. Aquilo que agora conhecemos, um mapa em que a terra é bege, o parque verde e o rio azul, era em 1972 “um diagrama e não um mapa”, nas palavras do próprio Vignelli, em que a terra era branca, a água bege e os parques cinzentos. As linhas coloridas eram delineadas em ângulos de 45 ou 90 graus ao invés das curvas e contracurvas dos mapas mais convencionais (e actuais). Não era o primeiro a fazê-lo e o seu diagrama será inspirado pelomapa do metropolitano de Londres, criado por Henry Beck em 1933 e cuja versão actualizada ainda é usada na capital britânica.
Às críticas sobre a inteligibilidade de um dos suportes essenciais de sobrevivência na metrópole da costa Este dos Estados Unidos, Vignelli respondeu de forma solta aoThe New York Times em 2006: “O que é que isso interessa? Quer-se ir do ponto A para o ponto B, ponto final. A única coisa que interessa é o esparguete”, o nome dado às mais de 30 linhas que formam, num mapa, o complexo metropolitano de Nova Iorque.
A verdade é que o seu mapa foi substituído em 1979, não sem ser integrado na importante colecção de design do Museum of Modern Art (MoMA), e elogiado pela comunidade de design – o crítico de arquitectura da revista New Yorker chamou-lhe “uma peça quase canónica de design gráfico abstracto”. Contudo, há três anos, Vignelli foi novamente convidado a trabalhar o seu diagrama do metro de Nova Iorque, desta feita para uma versão interactiva, que até hoje se encontra online para assinalar as frequentes mudanças de fim-de-semana do serviço. Quanto à duradoura sinalética, Vignelli e o seu sócio criaram ainda o Graphic Standards Manual, um objecto quase de culto que define as fontes tipográficas a usar na orientação dos passageiros, sem serifas (traços e curvas nas extremidades de alguns tipos de letra) para facilitar a visibilidade a partir de qualquer ângulo, a aplicação da fonte Standard (que depois evoluiria para Helvetica) e a localização da informação, por exemplo.
Não é só o MoMA que conta com o seu trabalho nas suas colecções. Também o Metropolitan ou o Cooper-Hewit National Design Museum, bem como vários museus europeus, guardam no seu acervo peças de Vignelli. Michael Bierut, também fundador do site Design Observer,escreveu terça-feira sobre o seu amigo e mentor: "Aprendi a desenhar na escola de design. Mas aprendi a ser designer com Massimo Vignelli”. Lança-se depois numa imagem para explicar a importância do trabalho do seu mestre.
Bierut descreve um momento em que a cidade, o mundo, parecia ser desenhado pelo seu patrão: “Para chegar ao escritório, andava no metro com sinalética Vignelli, partilhava o passeio com pessoas que levavam consigo sacos de compras do Bloomingdale’s desenhados por Vignelli, passava pela Igreja de St. Peter com o seu órgão desenhado por Vignelli a ver-se da janela”. E essa constatação ganhava nova realidade graças à força gravitacional de Massimo Vignelli, que atraía ao seuatelier os melhores designers do mundo e figuras como Jacqueline Kennedy Onassis.
“Aprendi a pensar o design gráfico como uma forma de criar uma experiência”, escreve ainda Bierut, algo “duradouro, até intemporal”, termo que o próprio Vignelli considerava "um jogo perigoso" nos últimos anos de vida, mas que faria parte da essência da Vignelli Associates – resumida agora, no momento da despedida do seu fundador com uma frase sua no siteda empresa: "Gosto que o design seja semanticamente correcto, sintaticamente consistente e pragmaticamente compreensível. Gosto que seja visualmente poderoso, intelectualmente elegante e, acima de tudo, intemporal".
Nascido em 1931 em Milão, considerou que a sua vocação era a arquitectura, disciplina que estudou, a par de arte, tendo depois trabalhado como designer em Murano. Primeiro em Itália, depois já nos Estados Unidos e casado com a sua companheira de sempre, a também designer Lella Elena Valle, fundou e trabalhou em empresas de design que se viriam a tornar importantes intervenientes no mercado. Teve dois filhos e três netos e criou com Lella Valle e com o Rochester Institute of Technology oVignelli Center for Design Studies. A doença que causou a sua morte não foi tornada pública, tendo escolhido passar os seus últimos dias em sua casa, em Manhattan.
Ao longo da sua carreira recebeu a medalha AIGA (com a sua mulher, em 1983), o primeiro prémio presidencial de design dos EUA, em 1985, ou o prémio carreira do Cooper Hewitt em 2005. Para ele, tal como é mencionado no livro How to Think Like a Great Graphic Designer, de Debbie Millman, citado pela FastCo Design, o design é “diminuir a quantidade de vulgaridade no mundo”.