segunda-feira, outubro 31, 2011

Evento discute sustentabilidade em SP



A Design Echos promove neste fim de semana, entre os dias 28 e 30 de outubro, o SP Sustainability Jam, no bairro de Moema, em São Paulo. Realizado nos mesmos moldes do Global Service Jam, que teve uma edição paulistana no começo do ano, o Sustainability é um evento mundial que acontecerá simultaneamente em mais de 45 cidades em todos os continentes. No Brasil, o evento passará também por Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.
O encontro, que espera juntar diversos profissionais das mais diferentes áreas do mercado de trabalho, incluindo estudantes, pretende gerar ideias inovadoras para tornar o mundo um lugar mais sustentável, através do uso de design thinking, service design e business model generation.
Mais informações sobre horários e inscrições podem ser encontradas no site

sexta-feira, outubro 28, 2011

Conceito do design thinking entra na pauta da criação




O conceito de design thinking está entrando no universo brasileiro da criação. O termo foi cunhado há cerca de cinco anos pela Ideo, empresa de design de Palo Alto, na Califórnia, para definir o método de inovação e design que foca na compreensão, por meio da observação direta, das coisas que as pessoas gostam ou não gostam, querem e precisam, ainda que elas não tenham consciência disso.
Há pelo menos três anos o design thinking vem sendo empregado por companhias inovadoras brasileiras em áreas que vão do desenvolvimento de produtos e serviços a processos de implementação de software e inovação social. A própria Ideo atende empresas brasileiras como a Positivo, que já desenvolveu quatro produtos com esta técnica, e o Itaú, que está conduzindo uma amplo esforço de inovação em diversas áreas.
Mas começam a surgir no país empresas especializadas, como a Design Echos, que atua na área de inovação social e desenvolveu um projeto para a Fundação Telefónica, e a MJV, que participa de alguns projetos do Itaú, desenvolveu para a Seguradora Mapfre um projeto de inovação em atendimento e serviços para segurados do ramo de automóveis, e está iniciando com a Mills um projeto para implantação do SAP.
Segundo Ysmar Vianna e Silva, presidente da MJV, o design thinking permite aplicar os processos que os designers utilizam no desenvolvimento de projetos para resolver problemas corporativos. Isso envolve buscar as necessidades das pessoas a serem impactadas pelo produto, processo ou modelo de negócio. "Trata-se de um mergulho em pessoas por meio de observação de etnografia, que é uma maneira de fazer pesquisa de antropologia cultural, diferentemente de pesquisas quantitativa e qualitativa", diz.
Em um projeto de design thinking, uma equipe multidisciplinar vai a campo para observar o comportamento das pessoas e interagir com elas. Desta observação são gerados insights e criados modelos multimídia. As ideias têm que passar pelo crivo da verificação, por meio da criação de protótipos que são validados com pesquisas de campo novamente.
A Design Echos teve o desafio colocado pela Fundação Telefónica de em oito dias coordenar o desenvolvimento do projeto para a sede do programa Lua Nova, que abriga meninas de rua que já são mães e estão em situação de risco social. O design thinking foi utilizado para coordenar o trabalho dos dois arquitetos e 12 estudantes de arquitetura que foram a campo conversar com as meninas e levantar todas as necessidades. "Usamos os conceitos de empatia, colaboração, co-criação e experimentação como preconiza o conceito, pesquisando o contexto das meninas. O objetivo era ter uma abordagem mais humana para projetar que soluções fariam sentido para elas", diz Ricardo Ruffo, presidente da Design Echos.
Na Mapfre o conceito foi adotado em uma estratégia de inovação e diferenciação. Segundo, Paulo Rossi, diretor de marketing, a ideia era acabar com a imagem de que o setor de seguros é uma indústria que 'não entrega o produto'. Para ele, muito dessa percepção negativa é porque as pessoas não sabem o que efetivamente contratam.
A empresa reuniu uma equipe de advogados, sociólogos, antropólogos, designers, atuários, profissionais de marketing e de desenvolvimento de produtos para conduzir o projeto Mapfre 2016, que vai consumir R$ 100 milhões em cinco anos. Essa equipe foi in loco verificar o que acontece quando o cliente precisa usar o seguro - observando o comportamento nos locais do acidente, em oficinas e nos reboques.
O primeiro projeto, o Traduzindo o Segurês, resultou em um modelo de apólice multimídia, com imagens e um kit de bolso com todos os passos que o segurado precisa dar a partir do momento do acidente. Outra iniciativa foi criar para cada um dos 1,5 milhão de segurados de automóveis uma página exclusiva na internet com private URL, com todas as informações referentes a sua apólice. O projeto entrou no ar em março e foi premiado com o Top de Marketing da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB).

MÉTODO QUER COMPREENDER OS DESEJOS DO USUÁRIO
O design thinking ganha espaço no Brasil e, para atualizar-se sobre o tema, empresários de diversas áreas estão procurando o curso de curta duração e a pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM), seguindo uma tendência internacional. "Essa diversidade enriquece os participantes tanto na esfera acadêmica quanto na prática", comemora a professora e coordenadora acadêmica da Pós-Graduação em Design Estratégico, Ellen Kiss. Para ela, o aumento da procura, principalmente no último ano, pode ser explicado pela disseminação do conceito no mercado internacional e pelo esgotamento das técnicas tradicionais de inovação.

O design thinking desmistifica a ideia de que ou as pessoas nascem criativas ou nada mais pode ser feito? É possível estimular a criatividade?
Ellen Kiss: Essa é uma percepção errada, míope. Todos nós somos criativos e a criatividade pode ser estimulada com a liberdade de fazer conexões, percepções, associações. A criatividade é a invenção, aquelas ideias lindas que nem sempre trazem benefícios reais para as pessoas. A inovação é a criatividade aplicada, quando conseguimos tornar viáveis as invenções, seja do ponto de vista produtivo ou financeiro. Essa inovação é resultado de métodos, de práticas, de processos. O design thinking é uma abordagem, um conjunto de técnicas que contribui para as pessoas e as empresas chegarem as essas inovações.

O que esse modelo de pensamento tem de especial?
Ellen: Ele tem algumas características que permitem um processo de trabalho estranho para as organizações. Um deles é a colaboração. Nas empresas, uma área solicita alguma coisa para outra. A gestão de projetos acontece de forma linear. No design thinking isso não acontece. Trabalhamos no formato de colaboração, colocando todos os agentes em uma mesma área para trabalhar e criar coletivamente. Isso permite uma integração muito maior. Problemas que normalmente levariam muito tempo para ser resolvidos em um formato linear, são resolvidos em um período curto. Outra característica é a flexibilidade. É uma abordagem que tem uma linha mestre, mas que usa métodos, técnicas e ferramentas distintas, de acordo com a necessidade do projeto. Se preciso coletar informações sobre um determinado perfil de consumidor, uso uma ferramenta. Se preciso entender a utilização de um determinado produto, uso outra. E tenho a flexibilidade de integrá-las de acordo com meu objetivo. É uma características que as organizações não têm. Elas têm uma metodologia rígida, que raramente permite aos agentes pensar fora da curva.

Qual o principal foco dessa metodologia?
Ellen: O foco de abordagem é totalmente no usuário, no indivíduo. É entender, compreender quais as reais necessidades, desejos das pessoas, como elas se relacionam com as outras ou com determinados produtos ou serviços. Muda o foco da capacidade produtiva de uma empresa para uma demanda do usuário. Isso permite criar soluções muito mais efetivas e acaba com o risco de as organizações criarem projetos que elas acham muito inovadores, mas quando vão para o mercado, mostram ser 'mais do mesmo'. Outra coisa importante é a capacidade de lidar com uma quantidade grande de informações. Em uma organização, você tem informações da engenharia, com necessidades produtivas, do financeiro, porque as contas têm de fechar, e outras. Trabalhando bem o formato, consigo integrar tudo em um só mix e filtrar o que é realmente pertinente.
Para as empresas, por que essa metodologia é relevante?
Ellen: O design thinking tira as empresas da zona de conforto. As companhias falam muito em inovação, mas quando pesquisamos quais os métodos usados para inovar, percebemos que elas usam pesquisas qualitativas, quantitativas, dentro de uma abordagem tradicional. Pode até resultar algo inovador de tudo isso. Mas os riscos são grandes. É preciso usar novos recursos.
Quais são esses recursos?
Ellen: São várias técnicas que nos permitem um entendimento maior do usuário. Usamos, por exemplo, a técnica do diário. Conhecemos toda a rotina de uma pessoa, suas relações com os produtos, por meio de um diário que ele escreve durante um certo período de tempo. Vou fazer uma investigação muito mais profunda a respeito do indivíduo do que uma pesquisa quantitativa poderia me fornecer. As pesquisas tradicionais normalmente nos dão informações sobre produtos e serviços reais, algo que as pessoas já experimentaram, já utilizaram. Mas são muito ineficientes para projetar o futuro, quando nosso objetivo final é criar cenários, é inovar.

Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, outubro 21, 2011

Uma Movie list para entender filosofia.

Para entender a filosofia e promover o diálogo de cineastas – como Bergman, Bertolucci, Hitchcock, Fassbinder, Scola, Resnais e Saura, entre outros – com importantes pensadores, entre eles, Platão, Descartes, Kant, Marx, Nietzsche, Benjamin, Heidegger, Sartre e Foucault. Só filmaço. Ver para enriquecer o conhecimento sobre arte, cultura, filosofia, pensamento e acima de tudo Design.








1º módulo - O perspectivismo

- 28/05 - "Gritos e sussurros", de Ingmar Bergman 
- 04/06 - "Crepúsculo dos deuses", de Billy Wilder 
- 11/06 - "Psicose", de Alfred Hitchcock 

2º módulo - A (má) educação

- 18/06 - "Um sopro no coração", de Louis Malle
- 25/06 - "O casamento de Maria Braun", de Rainer Werner Fassbinder
- 02/07 - "Veludo azul", de David Lynch
- 09/07 - "Uma mulher sob influência", de John Cassavetes

3º módulo - O estrangeiro

- 16/07 - "O medo devora a alma", de Rainer Werner Fassbinder
- 23/07 - "O inquilino", de Roman Polanski
- 30/07 - "Paixões que alucinam", de Samuel Fuller
- 06/08 - "Trinta anos esta noite", de Louis Malle

4º módulo - O conformista

- 13/08 - "A última gargalhada", de Friedrich Murnau
- 20/08 - "O conformista", de Bernardo Bertolucci
- 27/08 - "O desprezo", de Jean-Luc Godard
- 03/09 - "Mephisto", de István Szabó

5º módulo - A técnica

- 10/09 - "2001, uma odisséia no espaço", de Stanley Kubrick
- 17/09 - "Tempos modernos", de Charles Chaplin
- 24/09 - "Blade runner", de Ridley Scott
- 01/10 - "Alphaville", de Jean-Luc Godard

6º módulo - A arte

- 08/10 - "A estrada da vida", de Federico Fellini
- 15/10 - "Bodas de sangue", de Carlos Saura
- 22/10 - "O homem das novidades", de Buster Keaton
- 29/10/11 - "Cega obsessão", de Yasuzo Masumura

7º módulo - A guerra

- 05/11 - "A grande ilusão", de Jean Renoir
- 12/11 - "Roma, cidade aberta", de Roberto Rossellini
- 26/11 - "Era uma vez em Tóquio", de Yasujiro Ozu
- 03/12 - "A batalha de Argel", de Gillo Pontecorvo

8º módulo - O velho Oeste

- 10/12 - "A missão", de Roland Joffé
- 17/12 - "Os brutos também amam", de George Stevens
- 07/01/12 - "O homem que matou o facínora", de John Ford
- 14/01/12 - "Era uma vez no Oeste", de Sergio Leone 

9º módulo - O Brasil

- 21/01/12 - "Vidas secas", de Nelson Pereira dos Santos
- 28/01/12 - "Cabra marcado para morrer", de Eduardo Coutinho
- 04/02/12 - "Terra em transe", de Glauber Rocha
- 11/02/12 - "Eles não usam Black-tie", de Leon Hirszman

10º módulo - O amor

- 03/03/12 - "A felicidade não se compra", de Frank Capra
- 10/03/12 - "O ano passado em em Marienbad, de Alain Resnais
- 17/03/12 - "Um dia muito especial", de Ettore Scola
- 24/03/12 - "Tudo sobre minha mãe", de Pedro Almodóvar

segunda-feira, outubro 17, 2011

CAPA DOBRÁVEL COM MEIO CORTE - Genial!!!

Capa da revista alemã Novum criada pela PaperLux... a partir de uma faca com meio corte que deu um lindo efeito e torna a capa maleável. A Novum é uma revista internacional bilingue (Alemão / Inglês) publicada mensalmente sobre novos talentos e as últimas tendências e o melhor do design gráfico contemporâneo, ilustração, fotografia design, web design, design corporativo, design de cartaz, embalagem, publicidade e tipografia. Dá para fazer download da capa aqui e ver o making off no video abaixo :-)) 







Novum 11/11 – Making Of Cover from Paperlux on Vimeo.

Fonte: Amenidades do Design

terça-feira, outubro 11, 2011

Tipos de papel para impressão




O impacto visual causado por um impresso está diretamente relacionado ao papel utilizado em sua produção. A indústria papeleira fornece ao mercado inúmeros tipos e qualidades de papéis em formatos diversos. Conheça abaixo um pouco das variedades de papéis mais comuns no mercado.

PAPEL CARTÃO
São papéis revestidos que tem como características a resistência. Possuem semibrilho e são muito utilizados para embalagens, postais, displays, capas de livros, etc. Geralmente os impressos nestes papéis são feitos com acabamento especial (plastificação ou verniz U.V.) para dar maior brilho e aumentar a sua durabilidade.
Tipos mais utilizados na Margraf:
Duplex 250 g
Supremo 250 g
Triplex 300 g

PAPEL COUCHÊ
Suas características básicas são o brilho e a lisura de suas folhas. Outra característica marcante é a sua microporosidade, ou seja, quando a tinta é depositada permanece na superfície do papel, garantindo assim cores mais vivas no impresso. Esse papel é muito utilizado pelo mercado para fazer folhetos, volantes, malas-diretas, cartazes, revistas, enfim, uma variedade de materiais promocionais, de publicidade e técnicos que exigem qualidade e brilho.
Gramaturas mais utilizadas na Margraf:
Couchê Brilhante: Couchê Fosco:
90/100 g 90/100 g
120 g 120 g
150 g 150 g
180 g 180 g
250 g 250 g
Fique de olho: quanto maior a gramatura do papel, mais encorpado ele é.

PAPEL OFF-SET
Assemelha-se ao papel sulfite, porém suas características técnicas são diferentes. Por ser macroporoso, esse papel absorve muito mais tintas, dando ao impresso um aspecto “lavado”, sem vida. Sua vantagem é que podemos escrever e fazer anotações nesse papel. Seu preço é também uma vantagem, já que custa menos que os couchês. É um papel bastante versátil, utilizado em folhetos, volantes, pastas, cartazes e principalmente em papelaria interna (envelopes, papel carta, bloco, etc.).
Gramaturas mais utilizadas na Margraf:
90 g
120 g
150 g
180 g
240 g

PAPEL PARA IMPRESSÃO ROTATIVA
Na impressão rotativa são utilizados papéis de baixas gramaturas para se obter um preço melhor, já que o sistema de rotativa atende o mercado de grande tiragens. São utilizados para fazer tablóides, revistas e folhetos.
Tipos mais utilizados na Margraf:
LWC 60 g
Couchê 65 g
Off-set 75/90 g
Couchê 95/100g

segunda-feira, outubro 10, 2011

Evolução nos Anúncios Apple

A Apple começou a anunciar seus produtos no final de 1970. Nos anos 80, houve uma explosão de anúncios que continham a poderosa mensagem de mostrar as vantagens de se ter um computador em casa: um Apple. Vale lembrar que nesta época os computadores eram grandes estranhos para a maior parte da população e as pessoas não sabiam muito bem o que fazer com eles. Assim, a Apple dá um show de didática e mostra através de fotos e textos os usos, a naturalidade e a comodidade de se ter um. Prestem atenção no terceiro anúncio, o homem com o computador e a esposa fazendo tarefas domésticas parece ser mais feliz por ter um computador em casa, o que mostra claramente: ‘mulheres! não tenham medo de uma máquina estranha em sua cozinha!”A mudança aconteceu de fato nos anos 90 quando a Apple veio com a campanha “Think Different”, que estrelava celebridades e por isso ficou ultra famosa. Com o lançamento do iMac no final dos anos 90, os anúncios da Apple tomaram um rumo bem mais artístico e focado em mostrar o produto, eliminando aquele monte de texto, seguindo um viés mais minimalista. O interessante é notar que conforme o hardware Apple foi se aprimorando assim também aconteceu com o design gráfico dos anúncios. Hoje em dia, a Apple foca mais em comerciais, como a famosa série : “Hi, I’m an Apple, and I’m a PC”. Hoje, os comerciais seguem dois caminhos: o do fundo branco, clean com o produto em destaque e o ipod, com fundos coloridíssimos e silhuetas em preto.
Compare os antigos com  o que vemos atualmente. É, praticamente, uma verdadeira aula de história e do comportamento social de cada época.

1977
1977
1977
1979
1980
1981
1982
1983
1984
1986
1992
1994
1996
1997
1998
1999
2000
e hoje…
ipod
Fonte: Aline Bottcher - chocoladesign.com