terça-feira, novembro 30, 2010

Que tipo de chefe, nós designers, queremos?


Segunda feira chegou e com ela vem a semana de trabalhos. Com esse início de ciclo produtivo quero prestar esse serviço à nossa profissão e aos designers que acompanham esse blog. Ei, você lendo esse post e exerce funções como diretor de arte, gerente de projetos, presidente da empresa, ou que qualquer outro cargo de chefia sobre alguém, você é um chefe? Se a resposta for um sim significa que estamos todos nós com sérios problemas! Resumindo, você não é o chefe que queremos ter! Quer entender o motivo?
A cada dia estamos nos preparando para enfrentar o mercado de trabalho. Sabemos que exercer a profissão de designer exige do profissional uma grande capacitação técnica, conhecimento vasto de referências, embasamento histórico e teórico, e sem falar de aspectos comportamentais íntegros e éticos. Ok, até ai? Bem, falamos apenas de uma faceta da equipe de sucesso. O outro lado da moeda são os chefes!

Mas o que é ser um chefe?

Existem por aí inúmeros cursos de liderança, com definições e teses, aqui não vamos entrar no aspecto teórico para definir a palavra chefe, vamos assumir então apenas dois termos que sintetizam a liderança: chefe e líder.
Chefe é aquele que nos afasta; e Líder é aquele em que fazemos de tudo para estar perto.
Vou dar um minuto para você fazer uma análise interna das suas atitudes se enquadar numa das duas categorias. [tempo]
Creio que muitos vão perceber que, apesar do nome bonito do cargo que ostentam, ainda são chefes, mas a partir de agora vou me dirigir apenas aos que querem ser líderes e tornar a sua equipe vitoriosa. Você que ainda quer permanecer chefe pode fechar essa página, esse post não é pra você.

Características do líder

Líder é aquele que exerce uma influência positiva sobre os subordinados.
Não vou aqui pregar que líder é aquele bobo que aceita as mancadas do funcionário, que devem ser esquecidas ou desconsideradas apenas para formar uma “equipe” interesseira, brindando o fato dele ser um grande omisso (Obs. sim, o termo certo é funcionário. O nome colaborador e suas vertentes não passa de um eufemismo e dos mais perversos!).
Vamos usar um case simples: atraso. Existem chefes que simplesmente sancionam punições aos funcionários ao menor atraso cometido, e “líderes” (entre aspas) que simplesmente fingem que não viram, sendo injusto com os pontuais. O líder, na real essência da palavra, é o meio termo. Vou agora dar algumas simples dicas para que sua atitude chegue ao mais próximo do nível da liderança ideal.
O líder é equilibrado.
Não adianta simplesmente punir alguma falta do funcionário. Você como líder necessita ter o controle e apurar todos os fatos. Nesse mesmo case, o do atraso, vemos que uma decisão precisa ser tomada. Qual é a atitude correta? O líder não age por impulso, ele não deixa as emoções superarem a razão. Líder não xinga e não bate na mesa. Não grita e não agride verbalmente. Não mente para o cliente e nem o xinga pelas costas, principalmente na presença de um funcionário. Ele é exemplo. Ele é a referência de ética na empresa. Se o líder não é ético, por que um funcionário seria? Se um líder não respeita o cliente, faria igual o simples empregado?
Mesmo que sinta raiva ou se chateie sério, você PRECISA, contar até dez. Não descarregue sobre o pobre funcionário mesmo que pareça merecer, muito menos fale mal de algum cliente perante a equipe, mesmo que o cliente faça jus.
O líder sempre busca o diálogo.
Ao observar algo e julgar que uma ação é necessária, sempre busque a comunicação. Quando estiver calmo (e de preferência num momento em que tenha de fato tempo pra escutar) vá até o funcionário e pergunte com calma e ouvidos bem abertos o que aconteceu (prepare os ouvidos), peça a ele mansamente o motivo da falta cometida. Mostre que você precisa de uma justificativa mas também demonstre interesse em saber o que houve. O funcionário precisa que o líder entenda suas necessidades e vai se sentir muito bem ao ver que ele é notado.
Ainda no mesmo case, o líder poderá perceber que o atraso poder ter acontecido por diversos motivos. Nem sempre o sono ou falta de compromisso são as causas. Com o tempo, e se demonstrar equilíbrio, conquistará a confiança do funcionário e este não precisará mentir para se livrar de uma punição. Cabe a você mudar a imagem de chefe turrão.
Através das informações, coisas precisariam ser pensadas e ajustadas, exemplo: moradia muito distante do funcionário: Quem sabe um pequeno ajuste salarial para que ele se mude para mais perto da empresa, ou pegar um ônibus mais rápido (possuem tarifa maior mas ajudam no conforto e auxiliam na pontualidade).
Como designer o líder precisa trazer sempre soluções inteligentes. Não adianta só punir. Punições injustas só trazem insatisfação e quebra da lealdade. Quem sabe oferecer um simples lanche pela manhã não facilitaria o funcionário que sairia de casa sem tomar café pegando assim menos trânsito? As soluções são infinitas e podem ser adaptadas à realizade da empresa. É ai que frisamos mais um ponto.
O líder se preocupa com o funcionário.
Demonstre com sinceridade que está buscando soluções aos problemas expostos. Seja franco, fale se irá ou não agir. E se não puder agir no momento tente levar a solução para quem possa. E se não poder resolver tente ao menos minimizar as causas e as consequencias. Participe ao funcionário das ações tomadas, mostre que ele faz parte da sua lista de prioridades. Lembre-se, pode parecer pequeno pra você mas são transtornos gigantescos para ele, influenciando diretamente na produtividade. O líder então ajuda a criar uma atmosfera familiar, agradável e gostosa para o trabalho. Olhe a produtividade crescendo junto.
Um exemplo que eu mesmo presenciei foi de um amigo meu que estava passando por dificuldades financeiras e se dirigiu ao sub-chefe da empresa pedir um adiantamento salarial. Este friamente deu o ultimato: a burocracia não me permite fazer isso. A resposta provocou uma revolta interna violenta no funcionário que o fez perder total interesse nas suas funções diárias. Se o sub-chefe tivesse pelo menos se interessado em saber qual era o motivo do adiantamento constataria que eram míseros R$ 60,00 para completar o valor de uma conta de luz atrasada. Pasmem vocês!
Muitos invejam o Google e se questionam por que os melhores estão lá. Você também pode ter os melhores! Calma, você não precisa pagar o dobro que a empresa concorrente. Pense com cuidado sobre a próxima dica.
Qualidade de vida não se paga apenas com salário.
Como designers sabemos que nem sempre uma solução cara pode render um resultado excelente para o projeto. Assim como buscamos alternativas econômicas e com valor agregado, precisamos ter as mesmas preocupações com os nossos recursos humanos.
Um salário justo é obrigação, uma diferença acima do mercado sempre bem vinda, mas não pare por ai. Assistência médica completa e de qualidade, um auxílio-transporte que facilite trajetos rápidos e confortáveis. Já pensou em  instituir horários flexíveis? Existe etapas do projeto em que o designer trabalha praticamente sozinho. E se ele cumprisse sua meta diária em casa? Pense na economia com transporte. O funcionário poderia se concentrar melhor e estabelecer um horário ficando assim mais a vontade, perto da família e ainda com aquela agradável sensação de folga. Com seus chinelos e comendo uma comida caseira. Some isso à sensação de valorização e confiança.
Eu por exemplo rendo muito melhor nas madrugadas, tanto escrevendo quanto criando. Percebendo que um funcionário não está rendendo o suficiente numa determinada tarefa, já pensou em pagar uma especialização ao invés de querer demitir? Aja com humanidade. Você terá uma equipe muito mais agradecida e fiel. Reduzirá o troca-troca caro de funcionários dentro da sua casa.
O líder inspira confiança.
Não adianta começar a distribuir bondades se elas virem misturadas com péssimos costumes, como linguajar azedo e críticas ácidas, falta de ética ou mudanças frequente de decisões. Você precisa ser coerente. Constante. Alguém que muda incessantemente de atitude e de humor é visto como infantil e falso. Esse é um ponto crítico. Você pode colocar tudo a perder!
Sorria e seja agradável
Comprimente, aperte a mão, se aproxime das pessoas. Seja sociável. Distribua sorrisos. Pergunte se a família anda bem e aprenda a escutar quando algo anda mal. Em troca ganhará uma equipe coesa e feliz. Quem precisa de um chefe chato e mal humorado?

Finalizando

Certamente existem muito mais características que configuram um líder ideal, apenas listei as mais importantes e que exercem influências diretas sobre o funcionário, sua qualidade de vida e produtividade.
Se você chegou até aqui e viu que muita coisa talvez esteja fora do seu alcance ou ficou meio perdido, sinta-se a vontade para favoritar o post e ler com calma depois. Anote em algum lugar essas dicas e as siga com cuidado. Faça aos poucos, não convoque uma reunião dizendo que agora você vai mudar. Não precisa, eles vão sentir e notar a diferença. Não espere palavras, você verá o resultado.
Pra finalizar, queria responder a pergunta do início do post. Nós designers não desejamos um chefe. Queremos um líder que:
Supra as necessidades técnicas e de recursos de trabalho, promova um ambiente agradável e que seja extremamente justo em suas decisões. Ponto.
Sem mais, e espero ter colaborado.

Branding: o que faz uma marca acontecer?

Uma marca não acontece por acaso, mas sim decorrente de uma série de fatores. Planejamento estratégico é o principal? Também. Se pararmos para pensar nessas marcas seculares e que hoje têm valor estimado muito alto, dá pra se perguntar: quando esses produtos foram lançados, existia planejamento e posicionamento da marca?
Os tempos são outros, e hoje é impossível entrar no mercado sem prévia avaliação da onde se está inserindo. Demanda a análise de concorrência, forças, fraquezas, a chamada análise SWOT – do inglês, Strengths (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). Quando uma marca é gerenciada por um profissional de branding, existem alguns aspectos que, se bem trabalhados, fazem com que ela apareça no mercado na frente de seus concorrentes.

A qualidade do produto oferecido (seja um objeto palpável ou um serviço prestado) hoje está sob constante julgamento dos clientes, especialmente quando estes estão em redes e mídias sociais, onde a propagação de informações é alta. A qualidade também não diz respeito somente ao que é entregue, mas a todo o processo de venda, desde à oferta, os prazos de entrega, facilidades, dinâmica do serviço (no e-commerce, por exemplo), o produto em si  e também o pós-venda. Hoje não é mais somente o ato de vender, mas toda a relação que é criada com o cliente objetivando satisfazê-lo. Um cliente satisfeito é garantia de feedbacks positivos.

O foco no cliente é outro aspecto. Para posicionar uma marca é importante saber que o cliente é quem faz a sua marca acontecer. É ele quem compra suas ideias, quem paga pelo que você oferece e também é quem tem o poder de voz e vai dizer por aí tudo de bom (ou ruim) que ele tiver de impressão sobre a sua marca. Como disse o autor e designer Marty Neumeier, “sua marca não é o que você pensa que ela é, mas sim o que dizem que ela é”.
Porque oferecer a mesma coisa, da mesma forma que o seu concorrente? Diferenciar é preciso senão ambos acabam se tornando commodities para o mercado. Ir em busca da diferenciação vai delimitar seu espaço no mercado e te fará menos vulnerável às investidas da concorrência a longo prazo.

Por último, é importante inovar. Diferente de diferenciar, que é oferecer o mesmo serviço de outra forma, inovar é trazer uma proposta diferente para os seus clientes. Com uma visão diferenciada e consciência de que se voltar para o design é importante para se destacar no mercado, para criar novas necessidades e por consequência criar novos nichos de mercado.

As empresas ainda estão aprendendo a usar o design como ferramenta de posicionamento no mercado, mas já estão atentos a quesitos básicos como estes, que mostram a preocupação em atender o cliente da melhor forma possível, mantendo o foco nele e oferecendo um serviço de qualidade, inovador e de forma diferenciada. Depois disso, cabe aos empreendedores entender a importância da experiência de design para a aquisição de novos (e satisfeitos) clientes e, posteriormente, a fidelização dos mesmos.

Designers vs Micreiros

É comum ver um aluno da graduação de Design reclamar do salário que está sendo pago pelas agências. Muitos acusam que são explorados e que fazem muitos “serviços”, e vai além. Culpam os “micreiros” dessa sua crise existencial. Mas afinal. Você tem medo de micreiro?


Você sabe o que é um micreiro?
O termo popular micreiro serve  pra designer aqueles primos/sobrinhos/amigos/vizinhos e etc. que, mesmo sem um diploma técnico ou acadêmico prestam algum tipo de serviço de design por muito pouco ou quase nenhum custo. Estes são acusados pelo designers legítimos de apresentar um resultado muito abaixo do esperado e de roubar os seus jobs. Vamos voltar a questão anterior: você acredita que os micreiros realmente roubam, injustamente, as vagas do designers e seus resultados são mesmo abaixo do esperado?

O designer tem como alguns dos seus muitos objetivos atender o público-alvo e fixar o conceito da marca. Eles fazem um estudo minuncioso e trabalhan duro para atender. Mas e os micreiros? Sim, eles fazer exatamente o mesmo! Mas a grande difereça, meus companheiros de profissão, é: As marcas pelo qual eles trabalham pede, sim, esse tipo de conceito. Sim, tenham medo!
Os micreiros normalmente trabalham com “marcas” menores, micro-negócios locais, pequenos empreendimentos familiares que atendem o bairro e é comum inciar campanhas com peças simples simples, barata e de muita tiragem. Na semiótica, aprendemos que certos símbolos definem a sofisticação de um negócio. No exemplo abaixo vemos exatamente a diferença. Consegue perceber quem é o público-alvo das capas abaixo?



Não estou defendendo que os trabalhos devem ser desenvolvidos por micreiros. Quero e me esforço para que as peças, sites, produtos, roupas, e tudo mais que o design se mete, seja projetado com qualidade por profissionais da área. Mas devemos ter em mente que negócios pequenos pagam preços menores que somente os micreiros tem a disposição de aceitar. Eles são do povo e para o povo. Os micreiros são a veia informal do design e como qualquer área tem quem se abasteça dos seus produtos. Pare para pensar razoalvemente: você, quando tem um problema menor no seu carro leva para a manutenção numa oficina autorizada do fabricante ou leva no mecânico da esquina da casa?
Voltando ao caso das agências. Vamos pensar. Seu trabalho vale aquilo que cobra? Inverta os papéis. Se você tivesse que se contratar, você se contrataria? Você como chefe veria nesse profissional dedicação, talento, vontade de estudar, conhecimento técnico que corresponde à sua perspectiva de ganhos? Estamos falando de agências coerentes e reconhecidas, por que é claro também que existem àquelas agências-senzala que sempre querem pagar menos (vamos falar delas em outra oportunidade).
Vamos fazer a nossa parte. Estuda, estudar e estudar sempre! Os bons sempre são recompensados. E os micreiros? Vamos deixar eles de lado. Se você é tão bom como diz ser não precisa ter medo deles.
Pensem nisso.

Designers: Evitem truques em cliente estúpidos


Quando a maioria dos seus amigos são profissionais  da área da criação, encontros sociais regularmente podem servir como sessões de terapia de grupo. Para aqueles que vivem e respiram o seu trabalho, é fácil deixar que as injustiças do comércio de afetá-lo de uma forma muito pessoal. Há vários tópicos recorrentes para o designer médio, mas nada mais do que o conto de truques de cliente estúpido.
Designers de todo o tipo enfrentam regularmente micro-gestão, a indecisão, expectativas irreais e indesejados direção “de criativos” que podem comprometer a integridade de um projeto e levar a frustrante relacionamentos profissionais. Nenhuma das partes normalmente tem a intenção de ficar doente, no entanto designers querem transmitir os seus anos de experiência na forma mais significativa possível, enquanto os clientes querem sentir-se como seus reais gastos, estão produzindo um trabalho que gere um máximo de retorno.
Na maioria dos casos, essas interações com o cliente frustrante pode ser superado simplesmente mudando a forma como comunicamos, como designers. Haverá sempre o cliente ocasional, que está à procura de um “lápis de vida” para executar sua visão, mas muitas vezes os designers não conseguem se comunicar adequadamente seus papéis, expectativas e do próprio processo que vivem em uma base diária. Os seguintes princípios são algumas regras de ouro que aprendemos para garantir um longo relacionamento com o cliente feliz …

Estabelecer Respeito
Se os designers tivessem o mesmo respeito que médicos e advogados, eles raramente seriam examinado por recomendações de projeto ou nuances técnicas do comércio. Infelizmente, o projeto é encarado como um fornecedor de serviços ao invés de uma vida que irá alterar a necessidade para a maioria das empresas. É importante desde o início comunicar os seus conhecimentos e estabelecer-se no papel que você quer estar dentro. Explique por questões de design e como ele é funcionalmente (e financeiramente) crucial para o sucesso do seu cliente.
Se você quiser ser respeitado como um parceiro, então isso é algo que precisa ser comunicado desde o início. Fale com os valores da parceria e da ação cooperativa, em seu programa de marketing e aprenderá a transmitir o verdadeiro valor do design (só não se esqueça que você tem que entregar o que prometeu).

Decompor
Portanto, muito do nosso trabalho é derivado de anos de acúmulo de conhecimento e experiência em nossos kits mentais. É fácil interiorizar tudo isso sem comunicá-lo externamente. Nós aplicamos o intrincado processo de design, naturalmente, no nosso trabalho, mas negligenciamos a comunicar a profundidade de uma forma que faça sentido para nossos clientes.
Cada designer é diferente e opera sob o seu próprio conjunto único de processos, objetivos e metodologias. Apesar dessas diferenças, alguns pontos importantes a serem considerados para todos, podem incluir resumindo o processo de concepção de A a Z, destacando a importância de cada etapa, identificando o tempo e os recursos necessários, o valor único de oferecer aos seus clientes, como o projeto equivale a um ROI(return on investment, também chamado Retorno de Investimento) e, muitas vezes importante, como chegar a recomendações de design de uma forma que é melhor para todas as partes envolvidas.
Novamente, todas as funções de designer ou estúdio diferem, mas é universalmente importante para transmitir o que fazer, como fazê-lo e o valor de fazê-lo na sua única forma. Estar em contato com o que você traz para a mesa e falar com confiança sobre o que fazer.

Nomear os responsáveis pela decisão
Se você já trabalhou com organizações sem fins lucrativos ou grandes corporações, você sabe que as reuniões podem muitas vezes incluir todas as 20 pessoas que sentem a necessidade de contribuir com a sua crítica “construtiva”. Ao sair “vendendo” para acionistas relevantes de um projeto, é importante perceber que,  “tendo cozinheiros demais na cozinha, a sopa pode estragar.”
Isso é facilmente evitado através da criação de um pequeno número de tomadores de decisão da equipe no início de um projeto e limitando apresentações marco para essas pessoas do núcleo. De lá, a equipe do cliente pode levá-lo de volta para os outros tomadores de decisão internos para deliberação. Apresentação especial filtrada, pode ser configurada após as reuniões iniciais para a estréia do trabalho em um ambiente controlado. Ao manter a correspondência exclusiva entre um pequeno grupo de pessoas, os perigos da burocracia, ego e politicagem corporativa podem ser bastantemente reduzido.

Estabelecer metas
Objetivos do projeto abrangente, são fundamentais para o sucesso do projeto. Por que a necessidade do seu cliente com um novo logo? Eles estão tentando promover uma imagem mais humana, aumentar as vendas, toque em um novo mercado? Quando um cliente procura design, eles estão olhando para cumprir uma necessidade mais profunda com o projeto que deverá ser extraída desde o início.
Identificar os objetivos de negócio tangíveis para cada projeto fazem suas recomendações de um profissional criativo muito mais pertinente e remove o potencial para um viés pessoal de interferir com um projeto. Se o objetivo do seu cliente é uma aparência mais natural, por exemplo, agora você tem justificativa para suas escolhas de design, mesmo que eles odeiem o papel da cor marrom ou texturizadas a nível pessoal.

Justificar-se
Tudo o que fazemos como designers deve ser feito com um propósito, até os detalhes das minúcias de um projeto. Se você pode mapear suas escolhas de design de volta para os objetivos estratégicos fundamentais, tornam-se muito mais fáceis, justificando esses componentes. Muitas vezes os clientes reagem de seu intestino, com base naquilo que é confortável para eles. Aprenda a percorrer as recomendações do seu projeto como eles se relacionam com os objetivos maiores do projeto. Se você tem uma razão, inteligente propósito para tudo, sufocando incerteza e incurtindo confiança, se torna uma realidade maior ao longo do curso do projeto.

Feedback Limite
Muitas vezes, quando confrontados com escolhas principais do projeto, irá consultar todos os clientes da sua rede para o gabarito. Permitir que os clientes mostrem seu trabalho de conceito a uma ampla gama de pessoas pode significar um desastre. Embora seja importante para obter feedback de mais do que apenas o cliente e o designer, isso deve ser feito de forma controlada e com as pessoas cujas opiniões realmente importam.
Os conceitos de design só devem ser mostrados para as pessoas que entendem do negócio, mercado e objectivos estratégicos definidos por você e seu cliente. Se o trabalho vai ser mostrado fora de uma rede fechada e profissional, ele só deve ser exposto para aqueles que caem diretamente em linha com o público alvo do projeto ou que podem ser confiáveis para reagir com base no objetivo do negócio. Estabelecer parâmetros para o feedback do grupo antes do tempo para garantir que todos os que experimentam o projeto, será relevante para o processo de feedback.

Ser Humano
9 vezes fora 10, os clientes não se preocupam com as nuances detalhada de um tipo ou a base científica do seu layout. Os clientes querem ter falado uma língua que compreendam e que é relevante da forma como eles se comunicam. Aprenda a filtrar as ostensiva de designer de falar e se comunicar de uma forma que é acessível, humana e compreensível por não-designers. A pior coisa que você pode fazer é fazer o cliente se sentir estúpido, ou os levavam para um lugar onde podem sintonizá-los:
“Esse trabalho será executado em offset, policromia com a plicação de verniz UV sendo o acabamento numa faca especial com duas dobraduras”.
vs
“Essa revista será impressa um várias cores tendo também um verniz na capa, tendo esta um corte especial, conforme modelo apresentado.”

Ouça
Quando se começa direito para ele, nem todas as críticas ou sugestões são ruins. É fácil ser pego em nossos próprios egos ou os idealismos de designer que fomos programados a seguir. Realmente ouvir o feedback dos seus clientes, como muitas vezes, há validade no centro do que estão dizendo. É nosso trabalho realmente ouvir o que eles têm a dizer e interpretá-lo de uma forma que torne o projeto melhor para todas as partes envolvidas. Se um cliente se sente que você não está ouvindo, eles vão ficar na defensiva e complicar a situação.

Vamos ir um pouco
Eu tenho uma relação amor / ódio para os designers. Os profissionais de criação são tão excessivamente enraizados nas suas nuances e idealismos, que perderam de vista o que significa perceber as coisas como uma pessoa normal faria. Nós vemos os detalhes mais do que ninguém neste planeta,mas que não é tanto a força maior e também nossa maior fraqueza. Aprenda a dar um passo para trás e se perguntar “Será que isso realmente importa?”, e decidir por si mesmo ou não por um pequeno ajuste de composição ou uma mudança que irá destruir o sucesso de todo o projeto.
Não há problema em deixar de ir a pequenos detalhes, quando não comprometem significativamente o bem maior de seu projeto. Se você pode aprender a fazer isso, você não só vai fazer seus clientes mais felizes, mas por sua vez, vai encontrar-se mais felizes para enfrentar os desafios do dia-a-dia de um designer.

Fonte: http://www.understandbrand.com/designers-avoid-stupid-client-tricks/
Tradução e adaptação: http://fotologue.jp/BetoLima

sábado, novembro 06, 2010

Marca Macchiatto Café


Esta marca foi desenhada a partir do conceito de mancha ao qual a palavra Macchiatto se refere.
Com a idéia de uma chicara vista de cima, procurei é claro diferenciar neste conceito o que comumente vemos por aí; chicaras com fumacinhas subindo.

A ideia de mancha ao qual um barista desenha a letra M, foi contemplada pelo cliente definitivamente depois de alguns esboços feitos por mim e em relação ao briefing apresentado e reuniões com o cliente para chegarmos a este conceito.

Procurando dar a mancha uma forma harmônica, esta precisou ser inscrita em uma circunferência para que houvesse uma melhor aferição com o afastamento da borda.

Depois da criação da marca foram criados elementos diversos para composição de uma identidade visual completa para este café. As tramas, cores e suas aplicações como por exemplo chicaras e pires, canecas, avental, cardapio e etc..., serão assuntos para as próximas postagens.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Marca para agência de viagem



A criação de uma marca, quando esta conceitualmente se afina com o desejo do cliente, é algo que dá extremo prazer na sua construção.

Esta marca foi criada através da idéia dos donos desta agência de transmitir uma nova maneira,de se agênciar viagens, com o anseio que todos os seus clientes tem, de serem bem atendidos eem prefeita harmonia e tranquilidade, sem preocupações quando se esta viajando para qualquer parte do mundo tanto a trabalho ou principalmente a lazer.

Através da ideia que um amigo me transmitia quando postava suas imagens em uma série intitulada por ele de "Jumping around the world" no facebook capturei uma imagem sua em minha retina, para representa-lo nesta marca com este "Free Soul" que me passava em suas fotos.

Esta ideia foi prontamente compreendida pelo cliente, que se identificou com a imagem representada atravees de esboços que passei para ele em nossasa reuniões.

Mesmo ainda cético em relação a estes esboços o resultado foi uma marca forte, jovem como todo espirito livre deve ser, e cconceitualmente pertinente aos ideais da agência de viagem que o agradou muito e contemplou-o com todos os seus desejos a esta identidade, deixando-o plenamente satisfeito.

Sua constatação final foi de que a cada vez que olhava para marca, mais gostava dela, e sentia-a conceitualmente identificada com o que queria expressar para sua agência.

Veja o resultado acima.


Como contratar um designer

O profissional do design pode ser uma importante parceria estratégica para a empresa. Por isso, decidir-se por um ou outro profissional é uma decisão que deve ser bem planejada.

O primeiro passo é dimensionar, o mais claramente possível, o projeto que se pretende desenvolver. Com uma boa definição do problema, será possível listar as competências necessárias para desenvolver o projeto e iniciar o processo de contratação do profissional de design.

Inicialmente, busque na página Banco de Profissionais os profissionais que possuem experiência na área que sua empresa precisa. O Banco permite ainda que a seleção seja feita por tempo de atuação no mercado e pelo número de pessoas na equipe.

A partir do Banco de Profissionais selecione de três a cinco profissionais para pedir uma proposta. Para pedir as propostas de trabalho, apresente a mesma solicitação e o mesmo conjunto de informações sobre a empresa e o projeto a ser desenvolvido. Peça uma proposta completa e solicite que venha acompanhada de um portifólio de trabalhos realizados.

Através do portifólio é possível avaliar a experiência do profissional, conhecer os clientes que ele já atendeu, as premiações, as experiências internacionais e os casos bem-sucedidos, entre outros aspectos.

Finalmente, depois de recebidas as propostas, é recomendável que o empresário vá visitar os escritórios pré-selecionados antes de tomar a decisão final. Avalie o entusiasmo do profissional com o projeto que está sendo propondo e, acima de tudo, verifique se há empatia com o profissional.

Após a escolha do profissional, comunique aos demais sobre a opção tomada e, se possível, comente com cada um as razões da escolha. É indispensável firmar um contrato escrito, para evitar controvérsias e mal-entendidos no transcorrer do projeto.