quinta-feira, janeiro 23, 2014

Design thinking chega às salas de aula


Michael Schurr, professor do 2º ano do ensino fundamental de uma escola de Nova York, percebeu que nunca tinha perguntado a seus alunos o que poderia ser feito para deixa-los mais confortáveis na sala de aula. Assim, decidiu consulta-los e fazer as alterações no ambiente. Realocou os quadros de avisos que antes eram muito altos, o que dificultava a leitura dos estudantes, e modificou a posição das carteiras, criando espaços semiprivados, para que os alunos se sentissem mais a vontade para estudar. O professor conta que sente a turma mais engajada e que se movem de forma mais fluida pela sala, pois fizeram parte de sua construção. Já na Califórnia, o corpo docente de uma escola de ensino fundamental se questionou sobre como estavam preparando os alunos para o futuro. Sem saber como responder a questão, decidiram leva-la aos alunos. Coletivamente, eles idealizaram o que chamaram de “aprendizagem investigativa”, onde o aluno é visto não apenas como receptor de informação, mas como formadores de conhecimento. Esses são alguns exemplos de como professores estão redesenhando as salas de aula, tanto fisicamente quanto em relação aos processos de ensino e aprendizagem, usando as propostas do design thinking.

Esta metodologia é a especialidade da IDEO – empresa de consultoria global de design, que ajuda organizações a desenvolver projetos por meio desta metodologia –, que resolveu expandir suas ideias para além do mundo business e está apostando no impacto do design thinking na escola. Para tanto, a empresa desenvolveu um material para ajudar professores e educadores a usar essa metodologia na sala de aula: o Design Thinking para Educadores (Design Thinking for Educators, em inglês), disponível por ora apenas em inglês, mas com previsão para ter uma versão brasileira ainda este ano.Design thinking chega às salas de aula

Para eles, por exemplo, design thinking pode ser definido como uma abordagem centrada no ser humano para inovação que integra as necessidades individuais, as possibilidades tecnológicas e os requisitos para o sucesso. E, claro, pode apoiar no desenvolvimento das chamadas competências para o século 21. Segundo a empresa, a ideia do projeto é desenvolver a capacidade de cada aluno de pensar criticamente e inovar, para ter conscientemente condições de tornar o mundo um lugar melhor, independentemente da carreira que escolherem.

“Estamos vendo educadores desenvolverem uma filosofia compartilhada de ensino e aprendizagem, usando o design thinking em diferentes níveis – para discutir uma reforma nacional do sistema de ensino ou para atender necessidades individuais da sala de aula. Também estamos vendo professores pensando conjuntamente com os alunos, seja sobre meios de reformular o currículo e seja como otimizar o espaço físico de suas salas de aula”, afirma Sandy Speicher, responsável pelos projetos educacionais da IDEO, no blog do projeto.

Na prática, a metodologia proposta é dividida em cinco etapas: descoberta, interpretação, ideação, experimentação e evolução. Em cada uma delas, a equipe oferece dicas de como organizar as ideias, formatar de listas, usar post-its, histórias inspiradoras, fotos, aplicativos para tablets, celular etc. São inúmeras soluções que não devem ser seguidas à risca. Os autores defendem que cada problema requer uma abordagem que deve ser construída coletivamente, sem uma fórmula pronta.

A primeira etapa é a da descoberta, onde a curiosidade sobre como enfrentar o desafio é aguçada e as questões são levantadas. Em seguida, é a interpretação, que transforma as ideias em percepções significativas. Histórias, experiências e bagagem individual são bastante valorizadas para que o todo represente as múltiplas perspectivas de soluções.

A terceira é a ideação, que significa gerar um monte de ideias. Muitas vezes pensamentos malucos se tornam visionários. Com preparação e cuidado, reuniões para pensar fora da caixa podem render centenas de novas ideias. A quarta é a da experimentação, são as ideias ganhando vida. É quando se experimenta algumas possíveis soluções para o desafio lançado. Ao construir protótipos, as ideias se tornam mais tangíveis e o aprendizado com a tentativa clareia o pensamento sobre como e o que pode ser feito para melhorar e refinar uma ideia.

Por último, a evolução, que é o desenvolvimento do conceito ao longo do tempo, que envolve o planejamento dos próximos passos, o compartilhamento da ideia com outras pessoas que podem se envolver e ajudar e a documentação do processo, para que a evolução seja percebida e que se faça seu acompanhamento.

O material completo, em inglês, pode ser baixado no site.

sexta-feira, outubro 18, 2013

Marcas, um mundo em movimento.

Marcas são construções culturais extremamente dinâmicas, cheias de vida e em constante movimento. Elas formam uma síntese de símbolos, mensagens e atitudes que representam uma organização, produto ou serviço. Pense bem na sua...

quinta-feira, outubro 17, 2013

DC Comics comemora os 75 anos do Superman

É uma retrospectiva que relembra a evolução e os momentos marcantes da história do Homem de Aço, animada por Bruce Timm, da série “Superman: The Animated Series”. Em seu blog, a própria DC destaca 75 pontos do vídeo, com as referências ao passado do personagem.
Ah, e claro, tem a trilha sonora antológica do John Willians no começo, terminando com o tema do recente “Man of Steel”, composta por Hans Zimmer.


terça-feira, outubro 08, 2013

A PSICOLOGIA DAS CORES NO MARKETING E NO DIA-A-DIA

A Psicologia das Cores é muito importante no Marketing e no Dia-a-Dia é fundamental para entendermos o significado das cores e como podemos usar uma determinada cor para nosso benefício.

Cores são poderosas e influenciam diretamente produtores e consumidores. Estudos apontam que:
84,7% dos consumidores acreditam que as cores de um produto são muito mais importantes do que outros fatores;
93% das pessoas avaliam as cores de um produto na hora de comprar;
Mais da metade dos consumidores desistem de comprar um produto porque ele não tem sua cor favorita.

Pensando na importância do assunto, o Viver de Blog produziu um rico infográfico com absolutamente tudo sobre a Psicologia das Cores e o Significado das Cores.



quarta-feira, setembro 25, 2013

Todos os doadores são super-heróis em campanha da Propeg

O que o Super-Homem, o Homem Aranha, o Capitão América e você têm em comum? Todos são capazes de salvar vidas. Como? Doando os seus órgãos. Pelo menos esse foi o mote utilizado pela campanha da Propeg para o Governo do Ceará, com o objetivo de promover a Semana Nacional de Doação de Órgãos (23/09 a 27/09).


As peças estampam órgãos como o coração, pulmão e rim, todos eles revestidos com as cores e símbolos emblemáticos de famosos super-heróis dos quadrinhos. A assinatura é: “O verdadeiro poder está dentro de você. Seja um doador. Salve vidas”.



Confira:




Redação Adnews

domingo, setembro 15, 2013

Novo logo em Flat para a versão Chrome Beta para Android da Google


A última versão do Chrome Beta para Android apresenta um novo design para o logotipo da Google em versão Flat.

A nova versão é mais limpa, o que é um atributo muito necessário quando se utiliza um tipo de letra serif e muitas cores.

É importante notar que um logotipo bandeira semelhante para o Google+ está presente em marcas do mundo, desde março de 2011, com um pouco diferente em tonalidades de cores.

Além disso, confira o logotipo do Google desenhado por Stefano Perrone .


quarta-feira, agosto 21, 2013

Branding: muito além da marca


Se, há cerca de duas décadas, branding era um conceito novo, que proporcionava uma visão renovada e complexa sobre como gerenciar uma marca, hoje, grande parte das empresas, independentemente do porte ou segmento, afirma possuir alguma iniciativa relacionada a branding. Mas, até que ponto estas iniciativas pontuais podem, de fato, ser chamadas de branding? Ouso ir um pouco mais longe: até que ponto os profissionais e, consequentemente, as empresas percebem a extensão e a abrangência do que é branding nos dias de hoje e o que ele será no futuro?

Entendo que branding envolve as ações de gestão empresarial, marketing e design de forma conjunta e não isoladamente. Defino branding como a contínua execução da estratégia do negócio e seus desdobramentos, como escolha de canais de venda, posicionamento mercadológico, estrutura de pessoas, extensão de linhas de produtos e criação de novas marcas. Apesar de estarem conscientes da necessidade de gestão da marca, concluo que as empresas ainda precisam entender que, muito mais do que um discurso ou de uma promessa, a marca é construída a partir da cultura organizacional e das práticas empresariais.

Toda empresa, a partir do momento em que é criada, possui um propósito. Seja para solucionar um problema e suprir uma demanda existente ou para se antecipar a uma necessidade futura do mercado, toda organização possui uma razão de existir. A partir da forma como este negócio é conduzido e com base nos valores e princípios que são disseminados e compartilhados internamente – de forma planejada ou não – é inevitável que a cultura organizacional se constitua. Por intermédio dos diversos pontos de contato da marca, tal cultura extrapola os limites da organização, permeando também a sociedade, que passará a ter uma percepção e/ou uma experiência em relação a esta marca.

Alinhar a estratégia do negócio à cultura organizacional é o ponto chave para a construção de uma marca de sucesso. A estratégia tem que ser perseguida pela organização, que depende, inclusive, dos colaboradores para entregar a promessa de marca. Um time engajado com a cultura e os valores da empresa é o primeiro desafio de qualquer empresário e/ou CEO de companhia de qualquer porte. Por isso, reforço que a marca é reflexo da organização.

A reputação de uma marca reflete a imagem criada a partir de percepções e experiências dos diversos públicos da cadeia de valor. Enquanto aqueles que já tiveram algum contato direto com a marca acumulam e transmitem suas experiências, os que nunca se relacionaram com ela criam percepções provenientes da forma como a marca se expressa, bem como por meio do discurso daqueles que transmitem suas vivencias.

A comunicação e as ações de relacionamento adotadas pelas companhias são poderosas ferramentas na construção de marca, já que expressam de forma verdadeira o que a empresa faz de fato, sem a pretensão de criar uma identidade ou de “vender” uma imagem dissonante da realidade.

No design, embalagens, logotipos, cores, formas, signos, todos os elementos que se desdobram a partir da dimensão visual de uma marca também fazem parte do branding. Eles são uma das formas da marca se expressar e carregam parte da cultura e da identidade da marca de qualquer empresa. No entanto, tão pouco podem ser considerados capazes de construir sozinhos a reputação de uma organização e de todas as suas marcas.

Há no mercado quem se refira ao branding como um tema exclusivamente ligado à comunicação ou ao design. Há, ainda, aqueles que já percebem a relação direta destas duas frentes com o branding, porém, não percebem que atualmente o branding vai além, devendo envolver a gestão empresarial e de pessoas. Trata-se do design alinhado à comunicação, comunicação alinhada à gestão, tendo como plataforma uma forte e enraizada cultura organizacional capaz de sustentar a estratégia do negócio.

Se hoje algumas empresas começam a considerar o branding com tamanha importância a ponto de criar departamentos específicos para conduzir a gestão de suas respectivas marcas, não tenho dúvidas de que no futuro não haverá organização que não levará em conta o fato de que as questões relacionadas à marca deverão estar alinhadas às de gestão.





Por Maximiliano Tozzini Bavaresco, sócio fundador da SONNE Branding